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Entrevista – Dr. Adriano Cavalcante

Publicado em 9 de julho de 2009

Formado pela Escola de Ciências Médicas desde 1996, com residência no Centro de Estudos e Pesquisa Oculistas Associados do Rio de Janeiro, Dr. Adriano José Cavalcante Silva dedica-se à Oftalmologia ainda com a paixão de estudante, mas com o perfil de um profissional experiente que sabe o que faz.Nesta entrevista ele vai além de sua vida profissional e nos conta quais caminhos galgou para tornar-se um profissional respeitado e reconhecido pela sociedade, família e colegas de trabalho. Vamos conhecer um pouco mais deste pãodeaçucarense, que veio do interior para contribuir com a Oftalmologia alagoana.

 

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IV – Família, a base estrutural de todo ser humano. Vamos começar pela formação da sua:

 

Adriano – Sou o mais velho de uma família de cinco pessoas: pai, mãe, minha irmã Micheline que também é oftalmologista e meu irmão que fez Direito. Nasci em Pão de Açúcar, morei em Jacaré dos Homens até 1981, vim para Maceió com oito anos e cá estou até hoje.

 

 

 

IV – Quem consegue passar pelo menos parte da infância no interior aproveita bem mais, pois tem mais liberdade para ser criança. Como foi a sua infância entre interior e capital?

 

Adriano – Minha brincadeira preferida, independente de onde estivesse, sempre foi o futebol. Sempre conseguia formar um time pra fazer a bola rolar. Claro que no interior temos mais espaço e menos perigos para as crianças, tem árvores pra subir, lugares diferentes para explorar. Na capital aprendemos a viver as limitações, passamos mais tempo com a televisão, mas sem esquecer de viver a infância da forma mais saudável possível.

 

IV – Qual a profissão dos seus pais?

 

Adriano – Meu pai cuidava de fazenda e hoje está aposentado; minha mãe era professora, se aposentou também, mas fez o curso de enfermagem para ser instrumentadora e hoje instrumenta para mim no Instituto da Visão.

 

IV – Passada a infância, era hora de pensar na profissão. Como tomar uma decisão tão difícil?

 

Adriano – Escolhi entre um ou dois meses antes da inscrição do vestibular. Pensava em Agronomia ou qualquer outro curso, menos medicina, mas na família têm muitos médicos e ao final me deixei influenciar. Na época que fiz, éramos quatro: eu, Andréa e duas primas, todos íamos fazer Medicina. Apesar da minha relutância inicial, acabei me apaixonando pelo curso desde o primeiro ano.

 

 
IV – E a escolha pela Oftalmologia?

 

Adriano – A oftalmologia teve um “empurrãozinho” da família. Já tínhamos Mário Jorge na família, que já era oftalmologista. Eu sou sobrinho e afilhado dele, a influência positiva e convívio direto com a área me ajudou a escolher. Ainda pensei em escolher endocrinologia ou dermatologia, mas no final a Oftalmologia prevaleceu.

 

IV – Passada a angústia do vestibular e já com a profissão escolhida. Quando encontrou seu grande amor?

 

Adriano – Há conheci quando já fazia residência no Rio de Janeiro, quando voltei a Maceió para passar as férias, encontrei Silvia com quem sou casado até hoje. Enquanto fazia a residência namoramos à distância, por telefone. Nos casamos em 2004 quando voltei a Maceió e temos quatro anos e meio de uma casamento feliz. Ainda não temos filhos, mas planejamos ter dois. A Silvia é formada em Direito e faz Fisioterapia, termina o curso ainda este ano.

 

IV – Você passou três anos na cidade maravilhosa. Como foi a experiência?

 

Adriano – O que mais marcou foi o fato de morarmos perto do Maracanã, dividia o local com minhas primas. Confesso que sou flamenguista de coração e sempre que possível ia para o Maracanã aos domingos assistir os jogos do Flamengo. 

 

IV – Recebendo mais de 20 pacientes por dia deve acontecer algumas situações engraçadas que não dá pra esquecer (ou não rir). Conte-nos uma delas:

 

Adriano – Eu já tive vontade de escrever sobre várias coisas engraçadas que acontece nos exames de oftalmologia. Todo dia chega algum paciente com alguma queixa, história ou comentário que mais parecem lendas urbanas. Teve um paciente que me perguntou que doença era aquela em que um parente dele teve. Uma dor forte no olho e de repente o olho caiu no chão, quando ele foi apanhar o olho, o outro caiu também. E o paciente falou isso sério, contou como uma história real. Eu não sabia se ria ou se tentava explicar que tal doença não existe. 

 

IV – Quais são as suas especialidades?

 

Adriano – O que mais gosto de fazer é a parte de cirurgia plástica ocular que tem várias patologias envolvidas, como também a cirurgia estética e reparadora de tumoração ou de alguma doença que fique incomodando o olho. Faço também lentes de contato.
IV – Além do Instituto da Visão, onde mais atende?

 

Adriano – No consultório em Santana do Ipanema com Alcir às quintas-feiras e dou plantão na Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, nas quartas-feiras. 

 

IV – O que representa a oftalmologia na sua vida?

 

Adriano – Eu vivo a Oftalmologia todos os dias, a cada paciente atendido, após as cirurgias e principalmente quando vejo a recuperação do paciente, o quanto a sua vida vai mudar através de um simples gesto: enxergar o mundo melhor, mais nitidamente. Além disso, ainda posso melhorar o aspecto visual através da plástica ocular, trazendo uma melhor qualidade de vida às pessoas que passam por este processo. 

 

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Bate-volta

 

 

 

– Brincadeira de Infância: Futebol

 

– Colégio que estudou: Santa Therezinha e Sacramento

 

– TV: filmes, noticiário e esporte- Filme: Titanic

 

– Música: Tocando em frente (Almir Sater)

 

– Livro: O futuro da humanidade (Augusto Cure)