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Procedimentos Cirúrgicos

Confira abaixo as principais doenças que acometem a visão, podendo causar cegueira, por isso fique em dia com a sua consulta oftalmológica.

É a modalidade mais usada no mundo. O tratamento de enfermidades da retina através do LASER revolucionou a oftalmologia há algumas décadas, com eficácia comprovada e milhares de estudos acadêmicos realizados comprovando sua eficiência e excelentes resultados.

Consiste na aplicação de feixes de laser na região afetada visando a “micro cauterização” necessária para restabelecer a fixação da estrutura danificada pela doença a qual o paciente foi acometida. Ação térmica – “queima” o tecido e provoca coagulação das proteínas.

O feixe de luz direcionado permite que o medico especialista em retina consiga aplicar o laser exatamente onde se faz necessário obtendo assim maior eficiência no resultado final.

Embora seja um procedimento oftalmológico sua aplicação é feita no consultório. A anestesia é local, através da instilação de colírio anestésico somente no olho, para aliviar o desconforto.

Esta técnica é amplamente utilizada para tratamento das doenças vasculares (retinopatia diabética, e oclusões venosas) e em casos de roturas retinianas, como profilático à progressão do descolamento de retina.

Tem a sua principal indicação como adjuvante na redução da PIO após cirurgia de catarata em doentes com glaucoma de ângulo aberto moderado.

É indicada aos pacientes que apresentam doenças como o Glaucoma de ângulo aberto.

O laser forma pequenos furos na área de drenagem trabecular para facilitar a passagem do humor aquoso (líquido produzido atrás da íris nos corpos ciliares), evitando o acúmulo.

Será necessária a aplicação de anestesia tópica;

Será necessária a aplicação de colírio anti-inflamatório no período pós-operatório;

É um procedimento rápido e indolor.

O Anel de Ferrara é uma prótese, que é implantada na córnea com objetivo de corrigir a deformidade da curvatura corneana, causada por doenças como ceratocone, degeneração marginal perlúcida e outras, visando estabelecer uma superfície corneana mais regular, resultando em melhora da visão com auxílio de óculos e/ ou lentes de contato. O anel também pode ser útil para retardar a progressão da doença.

O glaucoma caracteriza-se por ser uma neuropatia, doença de acometimento de estruturas nervosas, progressiva causando perda visual irreversível. A perda da visão deve-se à morte de fibras do nervo óptico. É uma doença multifatorial, cujo principal fator de risco é a hipertensão ocular.

O tratamento baseia-se em baixar o único fator de risco controlável até o momento, que é a pressão intra-ocular. Obtém-se esta redução por meios clínicos (colírios), ou cirúrgicos.

A indicação de cirurgia ocorre se o paciente não atinge a pressão alvo, mesmo com três classes de colírios diferentes. A cirurgia não tem por finalidade reestabelecer a visão (o dano já ocorrido é irreversível) mas sim preservar a visão que ainda resta.Grosseiramente, a cirurgia seria um “quarto colírio”, é um método mais agressivo de baixa a pressão intra-ocular. Esta cirurgia é muito eficiente, mas de resultados extremamente variáveis, sendo o principal fator determinante de seu sucesso o controle da cicatrização da ferida operatória.

As cirurgias antiglaucomatosas são métodos eficientes de controlar a pressão intra-ocular, mas sua indicação não deve superpor o uso de medicações. É, portanto, um método aditivo aos colírios e deve ser individualizada, levando em consideração a expectativa do paciente, a necessidade cirúrgica, a severidade da doença, fatores sociais. Sua principal função é retardar a evolução da doença.

A facoemulsificação é realizada centro cirúrgico e, na grande maioria, sob anestesia local. Trata-se de uma modificação da facectomia extracapsular, pois a catarata, em vez de ser retirada quase por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultra-som e faz, simultaneamente, a emulsificação e retirada, por meio de sucção, dos fragmentos.

Indicado principalmente para tratamento de opacidade capsular no pós-cirúrgico de catarata. Em alguns casos a cirurgia de catarata pode evoluir para uma opacidade em uma região do olho chamada de cápsula posterior, na qual a lente intraocular está apoiada. Essa opacidade evolui com piora na visão após a cirurgia, chamada por alguns como de segunda catarata, pois a visão volta a ficar turva. O processo de aplicação do laser elimina essa opacidade, restabelecendo a visão.

É utilizada uma lente especial em contato com a córnea. É feito de maneira ambulatorial, exceto em crianças, em que é necessária a anestesia geral.

Usuários de lente de contato devem interromper uso no dia do exame.

O paciente deve comparecer com acompanhante, devido à dilatação da pupila.

 

O estrabismo é corrigido com óculos ou cirurgia. A cirurgia aplica-se nos estrabismos que não são corrigidos com óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. Os estrabismos que corrigem com óculos são chamados de acomodativos e estão relacionados em geral a necessidade de correção do grau de hipermetropia.

Somente os desvios latentes e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados por exercícios chamados ortópticos. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados pelo especialista tão logo haja suspeita de desvio ocular.

A plástica ocular é o segmento da oftalmologia  que cuida da região frontal, no terço superior da face. Trata de problemas relacionados com as pálpebras, vias lacrimais e órbita, melhorando a estética.Subdivide-se em duas especialidades distintas.

Plástica Restauradora
Especializada na correção do mau posicionamento das pálpebras, cílios, reconstituição cirúrgica de áreas traumatizadas, desobstrução das vias lacrimais, descompressão da órbita, tratamento e remoção de tumores no terço superior da face.

Plástica Estética
Dedicada a micro cirurgias para retirada do excesso de pele e bolsas de gordura em volta dos olhos, aplicação de botox e preenchimento de rugas.

O pterígio consiste de um crescimento de tecido fibrovascular proveniente da conjuntiva bulbar, via de regra, presente na região nasal da fissura interpalpebral, que se desenvolve em direção à córnea. Trata-se de uma afecção de etiologia multifatorial, que se relaciona com a exposição à radiação solar, a microtraumatismo de repetição, inflamações crônicas, idade, hereditariedade e distúrbios imunológicos.

O procedimento cirurgia consiste na remoção deste tecido inflamatório sob anestesia tópica (colírio) com a aproximação da conjuntiva adjacente saudável através de suturas que podem ser removidas em sete dias caso não sejam absorvidas antes.

A cirurgia com laser, conhecida formalmente como cirurgia refrativa, é um dos procedimentos usados pelos oftalmologistas para alterar o estado refracional do olhos.

Erros refracionais como miopia, astigmatismo ou hipermetropia podem ser indicados para essa cirurgia, mas critérios específicos devem ser adotados em cada caso assim como a escolha da melhor técnica cirúrgica e avaliação cuidadosa do candidato e sobretudo avaliar com rigor os casos mais seguros para realizar a cirurgia.

Entre os aspectos mais apropriados para uma intervenção bem-sucedida estão a seleção do candidato, capacidade de compreensão, os prós e contras da intervenção cirúrgica e seguir rigorosamente as orientações médicas.

O transplante de córnea, cirurgia de reposição da cobertura transparente do olho (córnea) danificada e com perda da transparência, é realizado com o paciente em estado consciente e livre de dores (anestesia local). Remove-se a córnea danificada e sutura-se um enxerto corneano no local.

As doações de tecidos para o transplante de córnea são feitas por pacientes em estado próximo à morte e mantidas em um "banco de olhos". Ainda que, na maioria dos casos, os tecidos transplantados corram o risco de ser rejeitados pelo organismo por serem considerados "material estranho", o suprimento de sangue da córnea, por ser muito limitado, reduz em muito este risco, fazendo com que a maior parte dos transplantes apresente ótimos resultados durante muitos anos.

A obstrução congênita das vias lacrimais acomete recém-nascidos e causa lacrimejamento e secreção ocular importante. Nesses casos, pode haver abertura espontânea do canal lacrimal, usualmente dentro dos primeiros quatro meses após o nascimento. Persistindo os sintomas após esse período, está indicado realizar uma sondagem das vias lacrimais, que consiste em um tratamento bastante efetivo especialmente se realizado até um ano de idade.

A obstrução adquirida das vias lacrimais causa desconforto, lacrimejamento e secreção em adultos, nesses casos, o tratamento é cirúrgico.

Essa procedimento cirúrgico é mais utilizado em retinopatia diabética avançada ou em pacientes com visão subnormal. O vítreo, cheio de sangue, é retirado e substituído por uma solução transparente. O objetivo da vitrectomia é impedir mais sangramento, retirando os vasos anormais que provocaram tal sangramento.

Se a retina é descolada, pode ser restituída durante a cirurgia da vitrectomia. Normalmente, a cirurgia deve ser feita o quanto antes, porque a distorção macular ou descolamento da retina por tração causará perda de visão permanente. Quando mais tempo a mácula fica distorcida, mais acentuada será a perda de visão.

São várias as modalidades dessa técnica cirúrgica, como a tradicional, transconjuntival, posterior e inclusive a enzimática.